O prazer da Arte.

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Eu e Ana Mae

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Comentário sobre o livro de Geertz: a Interpretação das culturas



O conceito de cultura que eu defendo, e cuja utilidade os ensaios abaixo tentam demonstrar, é essencialmente semiótico. Acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura de significados (p.15).
Weber defende a utilização dos chamados “tipos ideais”, que representam o primeiro nível de generalização de conceitos abstratos e, correspondendo às exigências lógicas da prova, estão intimamente ligados à realidade concreta particular.
O conceito de tipo ideal corresponde, no pensamento weberiano, a um processo de conceituação que abstrai de fenômenos concretos o que existe de particular, constituindo assim um conceito individualizante ou, nas palavras do próprio Weber, um “conceito histórico concreto”. A ênfase na caracterização sistemática dos padrões individuais concretos (característica das ciências humanas) opõe a conceituação típico-ideal à conceituação generalizadora, tal como esta é conhecida nas ciências naturais.

“[...] é estabelecer relações, selecionar informantes, transcrever, textos, levantar genealogias, mapear campos, manter um diário” (p.15).




Em Cohen, xeque judeu, são levantadas questões culturais que implicam em padrões de relações sociais que sofrem interferências em função de tradições, choque de culturas, diferentes idiomas e aplicação de normas sociais que pode gerar descontentamento até dentro de um mesmo grupo social. Essas experiências que descrevem um discurso social permeiam todo o ensaio.

Sua colaboração, em tratar, o que seria uma “descrição densa ”em uma analise etnográfica , levou me a compreender a importância das interpretações referentes aos dados coletados.

[...] os textos antropológicos são eles mesmos interpretações e, na verdade, de segunda e terceira mão. (Por definição, somente um nativo faz a interpretação em primeira mão: é a sua cultura) (p.25).

"A dinâmica que é a cultura, que escapa dos nossos sentidos, por isso exige um esforço intelectual para sua apreensão, nos leva a uma concepção maior do proceder científico em qualquer que seja a área de atuação. Também nos leva a concluir como afirma Geertz: a análise cultural é intrinsecamente incompleta e quando mais profunda menos completa.
Etnografia, semiótica e abordagem interpretação são sinonímias essencialmente contestáveis, mas o compromisso é conhecimento-científico e não fuga. [...] antropologia interpretativa não é responder às questões mais profundas, mas colocar à nossa disposição a resposta que outros deram."Evandro Ramos dos Santos.




Capitulo I Uma descrição densa, Por uma teoria interpretativa da cultura.Geertz

Cristiane Duarte S. Simões

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